Mitos e verdades sobre Marcapasso

2019-01-28
Mitos e verdades sobre Marcapasso

O Brasil é um dos países pioneiros no implante de marcapassos e mesmo assim, segundo dados do Censo Mundial de Marcapassos e Desfibriladores, são implantados apenas 215 dispositivos por milhão de habitantes, um número que demonstra atraso em relação a outros países como Argentina, Uruguai e Porto Rico, além dos europeus.

O marcapasso é cercado por uma série de mitos que fazem com que médicos não especialistas e pacientes tenham dúvidas e até mesmo receio quanto à sua utilização. Muitas destas dúvidas estão relacionadas às limitações, que são raras, no dia a dia dos portadores desses dispositivos.

 
* O que é – O marcapasso é um dispositivo eletrônico que foi idealizado para corrigir determinadas doenças do coração que reduzem a frequência dos batimentos cardíacos e produzem sintomas incapacitantes. O dispositivo substitui o sistema elétrico natural do coração que, em condições normais, trabalha com ritmo  e frequência adequadas, respondendo de acordo com as necessidades do corpo humano.
 
* Quando é utilizado – É utilizado para aumentar a frequência cardíaca nas doenças que reduzem as propriedades elétricas do coração. Isso porque o paciente que necessita do dispositivo tem um coração lento, que, batendo devagar, pode produzir sintomas como tonturas, vertigens, desmaios, cansaço, falta de ar e inchaço nas pernas. Com o marcapasso, o coração volta a bater com frequência normal.
 
* Como funciona – O marcapasso é composto por um gerador (circuito eletrônico e uma bateria) e eletrodos, que são fios metálicos revestidos por uma fina camada de silicone. Conectados ao gerador, eles conduzem a eletricidade para o coração.
 
* Tipos – Existe, ainda, o Marcapasso Ressincronizador, recomendado a portadores de insuficiência cardíaca congestiva e dissincronia. Ou seja, este modelo não está ligado à lentidão dos batimentos. Diferencia-se por estimular as duas metades inferiores do coração (ventrículos) ao mesmo tempo, corrigindo uma dissincronia que existe entre elas.
Já o Cardiodesfibrilador Implantável (CDI) é indicado em casos de doenças que fazem o coração bater acelerado, chamadas taquicardias. Com a frequência muito alta, o órgão não enche completamente e não há oxigênio suficiente para o corpo, podendo provocar tonturas, desmaios, pressão arterial baixa e até parada cardíaca.
 
* Dia a dia do portador – Este é o tema acerca do qual surgem os principais mitos. Ao contrário do que se fala por aí, são poucas as limitações cotidianas do portador. Os eletrodomésticos em geral, incluindo o micro-ondas, podem ser utilizados sem restrições, assim como os telefones celulares.
Todo portador possui um documento de identificação que dá o direito de entrar por uma porta diferente das giratórias nos bancos, sem o detector de metais. Em relação à atividade física, o marcapasso em si não impossibilita os exercícios, mas, muitas vezes, a doença cardíaca do portador é limitante. Por isso, deve haver uma avaliação do cardiologista.
 
Um dos maiores desafios do segmento é a conscientização dos médicos, por meio de informação e formação. Um melhor conhecimento desta especialidade levará  ao diagnóstico precoce e, desta forma, o marcapasso será implantado de forma eletiva. Nem sempre é necessário esperar o paciente ficar mal para indicar a cirurgia, às pressas e com urgência.
 
 
 
Fonte: https://www.novomomento.com.br/Sa%C3%BAde/45336/mitos-e-verdades-sobre-marcapasso