Falência da Prótese Valvar

2019-03-07
Falência da Prótese Valvar

Falência da Prótese Valvar Mecânica

O maior fator determinante de falência da prótese valvar mecânica é a formação de coágulos. Eles se formam em torno da prótese, dificultando seu funcionamento. Comprometem, assim, o seu desempenho. Isso normalmente acontece pelo uso irregular do anticoagulante ou pelo controle rotineiro inadequado dos níveis de anticoagulação.

 

Se este problema ocorrer de forma crônica, o paciente volta a apresentar sintomas. A orientação é consultar com o seu Cardiologista Clínico, que poderá solicitar os exames adequados. Normalmente, o diagnóstico de falência da prótese valvar é realizado pelo Ecocardiograma.

 

Caso a falência da prótese mecânica ocorra de forma aguda, implica em alto risco ao paciente. Nesse caso, pode determinar a necessidade de uma cirurgia de urgência.

 

O outro fator que leva à falência da prótese mecânica é uma infecção na prótese. É uma complicação que também leva à necessidade de sua troca. Ou seja, demanda uma nova cirurgia.

 

A necessidade de reparação no caso das próteses mecânicas por falência do material é raríssima.

 

Falência da Prótese Valvar Biológica

A falência da prótese biológica acontece por sua progressiva calcificação e consequente degeneração. Esse processo de calcificação é determinado pelo metabolismo do cálcio no organismo. Dessa forma, pode variar de um indivíduo para o outro e não acontece de forma aguda.

 

No entanto, quanto mais idoso é o paciente, mais lento e o processo de calcificação da prótese biológica. Por isso, essas próteses têm maior durabilidade quanto mais idoso é o seu portador.

 

O acompanhamento da calcificação da prótese biológica deve ser realizado com o Cardiologista Clínico. O Ecocardiograma é o exame mais indicado para este fim. É através dele que o médico pode identificar o momento adequado para indicar uma reoperação.

 

O paciente que opta por uma prótese biológica deve contar com a possibilidade de uma ou mais reoperações ao longo de sua vida. A quantidade de reoperações para troca valvar vai depender de sua idade e do processo de calcificação do seu organismo. Em geral, uma primeira reoperação para as próteses biológicas ocorre depois de uma década – ou bem mais tempo, no caso dos pacientes mais idosos.

 

Infecção na Prótese Valvar

A infecção na prótese valvar cardíaca normalmente leva à necessidade da sua troca. Isso tanto nas válvulas mecânicas, quanto nas biológicas.

 

Em geral, uma infecção na prótese é resultante de um quadro infeccioso. Pode advir do acometimento de outro órgão ou de uma bacteremia transitória que contamine a prótese. Por isso, se recomenda a profilaxia prévia com antibióticos em procedimentos que possam resultar em bacteremia.

 

O mais comum, são as bacteremias resultantes de manipulações dentárias. Assim, é recomendado que converse com seu Cardiologista para averiguar em quais procedimentos é necessária a adoção da profilaxia, qual antibiótico e qual a dose adequada. Essa medida independe do tipo de prótese valvar, se biológica ou mecânica. É indicada a ambos.

 

Vale salientar que a infecção da prótese cardíaca é uma doença grave e de alto risco. Em muitos casos, leva à necessidade de troca da prótese na vigência do quadro infeccioso. Essa condição aumenta muito o risco cirúrgico. Sendo assim, a profilaxia é fundamental aos portadores de próteses cardíacas.